Of crossed paths

On a mission to make the digital products people use every day.

(Portuguese version below)

My very first job in UX wasn’t even called “UX”.

While still in school I landed the role of Information Architect at Isobar Sao Paulo. Things were still so ill-defined in this space at that time that it wasn’t unusual for me to have moments of wondering: “Where am I? How did I get here? What exactly am I doing? Where is this job going to take me?”

Being an information architect at an interactive agency in an era where the Internet wasn’t much more than an unconfirmed hypothesis was… risky.

Nevertheless, I bet all my coins on it.

I had to. Despite its nascency, I had found in this discipline such a perfect portrait of who I was, how I thought, and what I believed in that it would have been unfair to myself not to dive headfirst into this unknown universe.

I did, but it wasn’t easy. Being wracked with self-doubt was the norm. After all, there weren’t any UX training courses or content available in Portuguese back then. I forced myself to learn two new “languages” at the same time. On Tuesdays and Thursdays I would study English; over the weekends I would lock myself in my bedroom and read all the books about User Experience I could find. The more I learned, the more interesting it all became.

There was a single book on the subject, in Portuguese, that had come to my attention: Projecting the Perfect Experience, by Felipe Memória.

“Based on the premise that difficulties on using a product are primarily caused by project mistakes, the book covers basic and fundamental concepts directly related to navigability and usability.”

That book was a cornerstone for me. I read it cover to cover a handful of times. And marveled at this person who, in the early 2000s, was already talking about User Experience. How was he able to connect theory and practice so logically? And how was he able to write about those abstract concepts in such a clear and simple way?

Felipe Memória and team at the Work & Co office in Brooklyn

After five years at Isobar I got my first opportunity at an agency in the US. I moved to join Crispin Porter + Bogusky in Miami and within a couple years found myself at R/GA (where I ended up having the pleasure to work with some of the most talented people in our industry). The move to the States prompted me to reach out to Felipe.

He not only responded — he encouraged.

Since then, Felipe has become a north star to me. A reference point that it’s always possible to reinvent the way experiences are designed.

That beauty and usability are not in opposite ends of a spectrum.

That one can design for familiarity and still innovate.

That anything can be simplified — without losing its magic.

And that no interaction is “too small” to not deserve being exhaustively planned and carefully designed.

More recently, Felipe has become a closer mentor. We would exchange emails about career, writing, working abroad — and regularly meet up for drinks.

Today, years after first opening the pages of that book, I am immensely proud to be joining him and the leadership team at Work & Co to help build and expand the company’s vision.

Work & Co has had a lot of early success. In just five years, it’s been Fast Company as one of the 10 Most Innovative Design companies in the world, honored by Ad Age as part of its annual A-List ranking of the best agencies in the business, and two years running ranking as one of the 50 Companies Creatives Would Kill to Work For Full Time.

“Headquartered in Brooklyn, Work & Co is a relatively new entrant to New York’s design scene, but that hasn’t stopped it from making a big splash. Founded in 2013 by a cabal of ex-partners from Huge, Work & Co has designed websites, apps, chatbots, and other digital experiences for Virgin America, Aesop, Nike, Fast Company, and more. In addition, Work & Co’s slick design skills are so in demand that it is routinely entrusted with digital product innovation for companies like Apple, Google, Nike, and Facebook, which rarely approach outside design firms.” — FastCompany

Those accolades are impressive. But what excites me far more is the company’s focus. In our own words: “Work & Co makes the digital products people use every day.”

That focus extends to our structure — just three core teams. Design, Technology, and Product. We’re organized more like our clients, which include many Valley companies, than like other agencies. I’ll be based at Work & Co’s headquarters in Brooklyn, and we also have offices in Portland, Rio de Janeiro and Sao Paulo.

I’m sure I’ll have a lot to share with the UX Collective community as my journey here unfolds. I’m looking forward to all the learnings that will come out of this experience.

For now, incredibly honored with the opportunity to work so closely with the person who inspired me to pursue UX as a lifelong career — and to do so alongside an extremely talented army he’s gathered in the last few years.

Dos caminhos que se cruzam

Meu primeiro emprego em UX não era sequer chamado “UX”. Comecei atuando como Arquiteto de Informação na extinta AgênciaClick, em São Paulo. Era tudo tão indefinido nesse mercado, que era comum que eu tivesse momentos de incerteza no decorrer do caminho. “Onde eu fui me meter? Como é que eu vim parar aqui? Onde é que esse trabalho vai me levar?”.

Ser Arquiteto de Informação de uma agência interativa em uma época onde a internet comercial era pouco mais que uma hipótese não confirmada era, no mínimo, arriscado.

Mesmo assim, apostei todas as fichas naquilo.

Não tive outra opção: havia encontrado naquela disciplina um retrato tão impecável de quem eu era, de como pensava, e do que acreditava — que seria injusto comigo mesmo não me entregar plenamente àquele universo que estava prestes a desbravar.

Não foi muito fácil. Em vários momentos questionei se aprender sobre aquela profissão era sequer possível. O conteúdo sobre UX disponível em Português, na época, era quase nulo. Forcei-me a aprender duas novas “línguas” ao mesmo tempo. Às terças e quintas estudava inglês; nos finais de semana me enfiava dentro de casa lendo livros de UX. E assim fui aprendendo sobre uma coisa e outra; perdendo o medo desses idiomas misteriosos que, quanto mais eu estudava, mais interessantes ficavam.

Naquela época, havia um único livro em Português sobre o assunto que tinha chegado até meu conhecimento: Projetando a Experiência Perfeita, por Felipe Memória.

“Baseado na premissa de que a dificuldade de utilização de um produto é primordialmente causada por erros de projeto, o livro aborda conceitos básicos e fundamentais sobre assuntos que estão diretamente relacionados à navegabilidade e à usabilidade.”

Aquele livro foi um divisor de águas para mim. Quem era aquele cara que, no começo dos anos 2000, já falava sobre Experiência de Uso? Como é que ele conseguia conectar teoria e prática de forma tão lógica? E como é que conseguia abordar conteúdos abstratos com uma escrita tão simples e clara?

Felipe Memória e time, no escritório da Work & Co

Depois de 5 anos na AgênciaClick, recebi uma oferta para trabalhar em uma agência nos EUA. Mudei para a Crispin Porter + Bogusky in Miami, e depois de alguns anos, para a R/GA (onde tive a sorte e a oportunidade de trabalhar com alguns dos melhores talentos da nossa indústria). A mudança para o exterior foi a motivação para que eu entrasse em contato com o Felipe.

Ele não só respondeu — mas encorajou.

Desde então o Felipe tem sido uma referência para mim.

De que é possível reinventar a forma como experiências são projetadas.

De que beleza e usabilidade não estão em lados opostos de um vértice.

De que é possível confiar na familiaridade dos padrões de interação, sem perder vista das oportunidades de criar novos deles.

De que tudo pode ser simplificado sem perder a magia.

E de que nenhuma interação é pequena demais para não merecer ser exaustivamente planejada e artesanalmente desenhada.

Mais recentemente, o Felipe passou a ser um mentor mais direto para mim. Trocamos email sobre carreira, escrita, os desafios de trabalhar fora do Brasil, indicações de designers — e também alguns rounds de cerveja.

Hoje, anos depois de ter aberto as páginas daquele livro, é com imensa alegria que eu me junto a ele e o time de liderança da Work & Co para ajudar a construir essa visão.

A Work & Co teve bastante sucesso desde seu lançamento. Em menos de 5 anos, foi eleita uma das 10 empresas de Design mais inovadoras do mundo segundo a FastCompany, honrada pela AdAge como parte de sua lista-A de melhores agências do mercado, e por dois anos seguidos uma das 50 empresas onde criativos fariam de tudo para poder trabalhar.

“Headquartered in Brooklyn, Work & Co is a relatively new entrant to New York’s design scene, but that hasn’t stopped it from making a big splash. Founded in 2013 by a cabal of ex-partners from Huge, Work & Co has designed websites, apps, chatbots, and other digital experiences for Virgin America, Aesop, Nike, Fast Company, and more. In addition, Work & Co’s slick design skills are so in demand that it is routinely entrusted with digital product innovation for companies like Apple, Google, Nike, and Facebook, which rarely approach outside design firms.”

Os méritos todos são impressionantes. Mas o que me impressionou mais foi a simplicidade do foco da empresa. Em nossas próprias palavras: “A Work & Co constrói os produtos digitais que as pessoas usam todos os dias”.

Esse foco também se reflete em nossa estrutura — com somente 3 times: Design, Tecnologia, e Produto. Estamos organizados de forma mais similar aos nossos clientes (que incluem empresas do Vale do Silício) do que a outras agências do mercado. Estarei baseado na matriz da empresa no Brooklyn, mas também colaborando com os escritórios de Portland, Rio de Janeiro e São Paulo.

Com certeza passarei por aqui para compartilhar com a comunidade do UX Collective alguns dos aprendizados dessa jornada. Animado com o novo capítulo que se inicia (e com todos os posts e artigos que eventualmente surgirão com essa experiência).

Por enquanto, honrado com a oportunidade de trabalhar tão próximo do cara que me inspirou a seguir nessa área — e de um exército talentosíssimo que ele conseguiu reunir nos últimos anos.


Of crossed paths was originally published in UX Design Collective on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.

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Gurupriyan is a Software Engineer and a technology enthusiast, he’s been working on the field for the last 6 years. Currently focusing on mobile app development and IoT.